Segurança do Cartão: Proteja-se Contra Fraudes

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Em 2025, o Brasil enfrenta um cenário alarmante: as tentativas de fraude em crescimento acelerado colocam em risco milhões de usuários de cartões. Com mais de 1,87 milhão de casos só no primeiro trimestre, é fundamental entender os riscos e adotar práticas efetivas para se proteger.

Este artigo fornece um panorama completo sobre o aumento das fraudes, os tipos de golpes mais comuns e orientações práticas para garantir a sua segurança financeira.

O cenário brasileiro em números

Entre janeiro e março de 2025, o país registrou 3.468.255 tentativas de fraude em todos os setores—uma a cada 2,2 segundos. Dessas, 54% envolveram bancos e cartões, podendo gerar um prejuízo potencial superior a R$ 15,7 bilhões caso todas fossem bem-sucedidas.

A seguir, a distribuição dos setores mais afetados nesse período:

Esses números revelam a crescente sofisticação dos fraudadores, que buscam alvos de alto valor e alta exposição.

Principais tipos de fraudes com cartão

Os criminosos utilizam diversas táticas para roubar dados e recursos financeiros. Conhecer cada golpe é o primeiro passo para se proteger.

  • Clonagem de cartão: copia dos dados magnéticos para criar duplicatas físicas.
  • Phishing: e-mails, SMS e mensagens falsas simulando comunicações bancárias.
  • Roubo de identidade: uso indevido de dados para abrir contas ou solicitar crédito.
  • Compra não reconhecida: transações realizadas sem consentimento do titular.
  • Sites falsos de vendas: promessas de produtos ou serviços inexistentes.
  • Engenharia social: manipulação emocional para obter informações sensíveis.
  • Vishing e Smishing: fraudes por telefone ou SMS com simulação de instituições.

Perfis das vítimas e percepção do risco

Os ataques não escolhem idade nem região: 53,8% dos brasileiros já foram vítimas ou conhecem alguém que sofreu fraude com cartão. Mais de 27% apontam esses golpes como os que mais temem, revelando um clima de ansiedade na hora de usar o plástico.

Essa insegurança afeta a forma como consumidores lidam com compras, transferências e até o planejamento financeiro de longo prazo.

Consequências das fraudes

Além das perdas financeiras imediatas, as fraudes deixam cicatrizes difíceis de apagar:

  • Dano à reputação do cliente e estresse emocional.
  • Redução da confiança no sistema bancário e nos métodos de pagamento.
  • Aumento das taxas e tarifas para todos os usuários, repassadas pelos bancos para cobrir prejuízos.
  • Impacto indireto na economia, com elevação de custos para empresas e consumidores.

Dicas de prevenção e autodefesa

Proteger-se exige atenção constante e adoção de bons hábitos. Confira as principais recomendações:

  • Desconfie de contatos inesperados: nunca clique em links sem verificar a origem.
  • Jamais forneça dados pessoais, senhas ou códigos a terceiros.
  • Habilite notificações automáticas para todas as transações.
  • Utilize cartões virtuais para compras online sempre que possível.
  • Verifique URLs de sites antes de inserir informações sensíveis.
  • Monitore regularmente seu extrato e comunique movimentações suspeitas.
  • Evite redes Wi-Fi públicas para acessar aplicativos ou sites bancários.
  • Mantenha seus dispositivos atualizados e use antivírus confiável.
  • Ative a autenticação em dois fatores (2FA).

O papel das instituições financeiras

Os bancos e fintechs investem em tecnologias de ponta para análise em tempo real, identificando comportamentos suspeitos e bloqueando tentativas de fraude antes mesmo que cheguem ao cliente.

Além disso, oferecem:

  • Canais de denúncia rápida e atendimento 24/7.
  • Educação contínua por meio de conteúdos e alertas.
  • Metodologias antifraude em camadas, garantindo múltiplas barreiras de proteção.

Tendências futuras e novos riscos

Os golpistas também evoluem: em 2025, o uso de inteligência artificial para criar deepfakes, vozes sintéticas e mensagens hiperpersonalizadas já é uma realidade.

Novos métodos de pagamento digital, como wallets e aplicativos de transferência instantânea, ampliam o leque de ataques. O “golpe do Pix” e outras fraudes em transações imediatas crescem em paralelo ao sucesso dessas plataformas.

Legislação e direitos do consumidor

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante ao cliente o direito ao estorno de valores não reconhecidos, desde que a comunicação ao banco seja imediata e formalizada em boletim de ocorrência.

A responsabilidade é compartilhada: enquanto o cliente deve manter cuidados básicos, as instituições são obrigadas a investir em segurança e oferecer suporte ágil.

Conclusão

A segurança do cartão é uma corrida constante entre fraudadores e defensores. Com dados que mostram um crescimento de 21,5% nas tentativas de fraude em 2025, não podemos subestimar a ameaça.

Adotar hábitos seguros no dia a dia e exigir cada vez mais transparência e proteção das instituições é a melhor forma de criar um ambiente financeiro mais confiável para todos. Fique atento, informe-se e compartilhe esse conhecimento: juntos, podemos reduzir o impacto das fraudes e fortalecer a segurança digital no Brasil.


Joshua Perkins • 18 de Fevereiro de 2026